A história do um, dois…três!

Aquele grupo de senhoras se reunia uma vez por semana na casa de uma delas para um delicioso chá da tarde e depois, enquanto algumas jogavam buraco, as demais ficavam conversando e um dos assuntos preferidos, para variar, era falar mal dos maridos, das brigas e discussões da semana, das suspeitas de traição, e por aí vai.

Em uma das reuniões alguém observou que Dona Maricota jamais falava mal do marido e sequer noticiava alguma briga ou discussão com ele.

  • Maricota, você nunca falou mal do seu marido, nunca fala de brigas ou discussões em casa. Por quê?
  • Ora, porque nós não brigamos ou discutimos. Então, quando surge este assunto, eu fico calada.
  • Como assim, vocês são casados há mais de trinta anos e nunca discutiram ou brigaram? Ah, isto é impossível!
  • Bom, na verdade, eu comecei uma discussão com ele no dia do nosso casamento. Foi a primeira e única vez que isto aconteceu; depois, nunca mais.
  • Então conta para nós como foi isso!
  • Tá bom! Bem, nós ainda morávamos no interior e naquele tempo ter carro era muito difícil. Meu marido, dono de um pequeno sítio, tinha uma charrete e alguns cavalos que ele adorava. Entre eles, a preferida era uma égua. Sempre que íamos passear, era ela que puxava a charrete.
  • No dia do nosso casamento, logo depois da festa, nós fomos para casa de charrete, que estava com a égua preferida do meu marido. Chovia a cântaros, mas tínhamos que ir embora, pois a festa foi no salão da Igreja.
  • O sítio ficava a alguns quilômetros do centro da cidade e nosso caminho era por uma estrada de terra, que estava muita escorregadia por causa da chuva.
  • Mal havíamos percorrido os primeiros quilômetros, a égua escorregou e caiu. Estava com dificuldades para se levantar. Então meu marido desceu da charrete, foi para a frente da égua, olhou bem nos olhos dela e falou bem alto: UUUMMMM. Depois, ajudou a égua a se erguer e continuamos nosso caminho.
  • Quando chegamos maios ou menos a meio caminho, a égua pisou num buraco, falseou a perna e caiu de novo. Meu marido desceu de novo, foi para a frente da égua, olhou bem nos seus olhos e falou alto: DOISSSS! Ajudou a égua a se levantar outa vez e retomamos o caminho.
  • Parecia que tudo estava bem. Já avistávamos a porteira do sítio, que ficava numa descida, quando a égua escorregou e caiu de novo. Meu marido novamente desceu, parou na frente da égua, olhou bem nos seus olhos e disse bem alto: TRÊSSSSS! Então, tirou o revólver da cinta, encostou o cano na testa da égua e atirou! A coitada morreu imediatamente, ali, quase na porteira do sítio.
  • Bom, eu não me contive com tamanha crueldade. Desci da charrete, parei na frente do meu marido e comecei a xingá-lo de malvado, de insensível, bruto e algumas coisita mais. Ele então me segurou pelos ombros, olhou bem nos meus olhos e falou bem alto: UUUMMMM!
  • Depois disso, nunca mais quis começar alguma discussão com ele. E desde então, nunca discutimos ou brigamos.

Fragmentos de alegria

Em 1966, através de sua arte musical, Chico Buarque nos falava da efemeridade com que as pessoas acolhiam a novidade, o belo, a mudança.  A novidade nos faz levantar e se interessar, mas só enquanto é novidade ou enquanto está em evidência. Depois…, bem, depois cada qual volta para o seu dia-a-dia, esquecendo-se até mesmo da alegria que a novidade lhe causou. Não mais buscamos fazer da novidade, do belo, um mote para buscar novas mudanças e, portanto, mais alegria.

Vivemos hoje de fragmentos da alegria. Cada qual buscando seus próprios fragmentos. Perdemos o sentido e a capacidade de juntarmos nossos fragmentos aos dos demais e com isso construir uma alegria permanente ou, pelo menos, duradoura.  Cada um vive seu fragmento de modo particular e egocêntrico, esperando sempre que uma novidade venha lhe proporcionar novos fragmentos.

Corre um ditado popular que diz: “As pessoas se esquecerão do que você disse… as pessoas se esquecerão do que você fez… mas as pessoas nunca se esquecerão de como você as fez sentir.”

Acho que esse ditado perdeu sua validade nos tempos que correm. Atualmente, até mesmo o que se sentiu não é mais lembrado. É cada qual no seu canto, e em cada canto uma dor, esperando que uma nova banda passe e nos faça, por alguns momentos, nos levantarmos e termos fragmentos de alegria. Depois, cada qual volta para seu canto. Esperando, quem sabe, novas coisas de amor.

Amor??? O que é isto mesmo???


Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar
Depois que a banda passou
E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor… 


Mas, a esperança não morre jamais. Junto com Chico, no mesmo festival de música, Geraldo Vandré e Théo de Barros mostravam que não se pode parar, se acomodar, é preciso seguir em frente…

Se a nossa banda não conseguiu despertar as pessoas para continuarem buscando a alegria da convivência e da partilha, pegamos nossa viola e vamos cantar noutro lugar ou outras músicas, para outras pessoas.

O importante é continuar cantando nossa alegria. E em disparada!

Se você não concordar
Não posso me desculpar
Não canto prá enganar
Vou pegar minha viola
Vou deixar você de lado
Vou cantar noutro lugar


Para algum jovem que, eventualmente venha a ler este texto, os versos acima deverão parecer desconhecido e mesmo incompreensíveis.

Na verdade, são fragmentos de duas músicas que foram lançadas no
Festival de Música Popular Brasileira de 1966 e que fizeram muito sucesso naqueles tempos. Abaixo, deixo dois vídeos destas músicas que estão no Youtube.

Para relembrar e matar saudades; ou para conhecer estas pérolas na nossa música popular brasileira!

A Banda – Chique Buarque
Disparada – Jair Rodrigues


O professor e o anel

Em um pequeno vilarejo vivia um velho professor que, de tão sábio, era sempre consultado pelas pessoas da região. Uma manhã, um rapaz que fora seu aluno, vai até a casa desse sábio homem para conversar, desabafar e aconselhar-se.

– Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada. Dizem-me que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?

O professor sem olhá-lo, disse:

– Sinto muito meu jovem, mas não posso te ajudar. Devo primeiro resolver meu próprio problema.

Talvez depois… E fazendo uma pausa falou:

– Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois, talvez, possa te ajudar.

– Cla… Claro professor, gaguejou o jovem, mas sentiu-se outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu antigo professor.

O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno, deu ao rapaz, e disse:

– Monte no cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida. É preciso que obtenhas pelo anel o máximo valor possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.

O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando ele mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.

Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.

Depois de oferecer a joia a todos que passaram pelo mercado, muito abatido pelo fracasso, montou no cavalo e voltou. Ele desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, livrando seu professor das preocupações. Dessa forma ele poderia receber a ajuda e conselhos que tanto precisava.

Entrou na casa e disse:

– Professor, eu sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel. Sorridente, o professor lhe respondeu:

– Meu jovem, importante o que você disse. Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele te dará por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda… Volte aqui com meu anel.

O jovem foi até o joalheiro e deu-lhe o anel para examinar.

O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o mesmo, e disse:

– Diga ao seu professor, que se ele quiser vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.

– 58 MOEDAS DE OURO!!! – exclamou o jovem.

– Sim, replicou o joalheiro. Eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente…

O jovem pegou o anel e correu emocionado à casa do professor para contar o que ocorreu.

– Sente-se – disse o professor.

Depois de ouvir tudo o que o jovem contou-lhe, falou:

– Meu jovem, você é como este anel, uma joia valiosa e única, e que só pode ser avaliada por um “expert”. Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor?

E, dizendo isto, voltou a colocar o anel no dedo.

Todos nós somos como esta joia: valiosos e únicos, e andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.

Dificilmente alguém vai nos dar o devido valor. Mas não importa. O que realmente importa é você acreditar em si mesmo. Acreditar que você é valioso e único. Acreditar que você é capaz. .. Sempre!

Praticar um hobby traz benefícios à saúde.

Quando começamos com este site, que tem como um de seus objetivos a difusão de hobbies, que sabidamente são formas de combater o estresse, não imaginávamos que chegaríamos a ligar tais atividades tão diretamente com a saúde das pessoas. Mas, para nossa surpresa, a ligação parece ser muito mais forte do que pensávamos.

De fato, uma artigo publicado no British Journal of Sports Medicine de março de 2019 sobre um estudo realizado entre pessoas de 40 a 85 anos, concluiu pela diminuição do risco de morte por doenças cardiovasculares, câncer e outras, em pessoas que praticam regularmente algum tipo de atividade física a título de lazer, ou ao que eles chamam de Atividade Física Moderada.

O estudo colaborativo envolveu pesquisadores da Universidade de Shandong, em Jinan, China, da Universidade do Texas Medical Branch, em Galveston, e da Universidade de Minnesota, em Minneapolis, além de outras instituições de pesquisa.

Cultivo de Orquídeas

A pesquisa mostrou que pessoas que praticam curtos períodos semanais de atividade física diminuem consideravelmente o risco de morte por doenças cardiovasculares, câncer e outras doenças. É interessante notar que pessoas que praticam tais atividade entre 10 e 59 minutos por semana diminuem em 18% o risco de morte, enquanto que aquelas que dedicam entre 150 a 299 minutos por semana diminuíram em 31% o risco de morte por tais doenças.

Artesanato em madeira

Portanto, segundo esta pesquisa a prática regular de alguma atividade tida como passatempo ou hobby, além de melhorar a qualidade de vida, influi sensivelmente na diminuição do risco de morte para várias doenças.

Em nossa seção sobre hobbies, já abordamos a pesca e a dança e agora estamos postando diversas matérias sobre artesanatos (cerâmica e madeira) em suas variadas aplicações. Ainda iremos falar sobre jardinagem e outros hobbies.

Isto significa que, de certa forma, estamos incentivando as pessoas a terem melhor qualidade de vida e mais saúde.

Então, gente, bora praticar um hobby, bora ser mais saudável!

Sem comentários! (evolução ou involução?)

TANTO LÁ COMO CÁ, PERCEBEMOS QUE NADA MUDA. (De Portugal para o Brasil)

Sendo a espécie humana o topo da evolução, como explicar a existência de espécimes, que de homem têm muito pouco e que são a regressão da filogênese a patamares tão primitivos quanto inexplicáveis?

Não sendo um supra-sumo da psicofisiologia, sei, e é praticamente do conhecimento geral, que na base das nossas necessidades básicas, está a alimentação, a água, o sono, o sexo e as necessidades fisiológicas. Todos eles são inerentes à vida e necessárias à preservação da nossa existência assim como de qualquer outro vertebrado.

O que eu não percebo, nem nunca vou perceber, é o comportamento animalesco monstruoso de alguns desses espécimes, chamados homens e mulheres em patamares onde deveriam destacar-se pelo primor e pela excelência. Falo das outras necessidades do Homem, que o distinguem dos demais animais, como são a necessidade de amor e relacionamento, de estima e realização pessoal.

Não consigo entender como existem mães e pais que descuram os filhos no afeto, na alimentação, no repouso, na higiene e na proteção quando no reino animal, são milhares os testemunhos de fêmeas que protegem as suas crias e machos que lutam até a morte para defenderem a sua família.

O que também não entendo, nem nunca vou entender, é a violência gratuita e furtiva que prolifera entre nós, seres evoluídos… Falo da violência entre pares, como matar um ser humano, por coisas tão banais como disputar o lugar numa fila qualquer; do vandalismo tribal que em nome da filiação a um grupo, bando ou gang, amedrontam e aterrorizam, e falo também da violência doméstica que dispensa quaisquer comentários e da violência no namoro que ao que parece está na moda (que bem…) e de todas as formas de violência que possam existir!

Mas afinal onde está o que nos distingue dos demais animais?
Não pode ser apenas a oponência do polegar! A racionalidade, a capacidade de pensar, deveria implicar que cada um de nós tivesse a capacidade de dialogar e de respeitar incondicionalmente o outro.

Em vez disso somam-se as ofensas, as agressões físicas e verbais, o vandalismo, o crime, a diminuição constante da Pessoa em si, os atentados humilhantes à auto-estima, a morte… and so on…

Jamais compreenderei este egoísmo vil, que grassa como ar e que toma conta de todos os que embarcam na viagem que vai do olho ao próprio umbigo.
Já não se acredita em nada, porque tudo serve para enganar e ludibriar o próximo;
Ser solidário é quase uma utopia e quem continua acreditar é maluco ou tem a mania.

Hoje estou particularmente indignada para não dizer ? ? ? da

Pensava já não ser possível surpreender-me pela negativa. Mas enganei-me o que significa que depois de hoje, tudo é possível.

Não vou entrar em pormenores e resumo desta forma: imaginem que apanham o ônibus para o trabalho e o motorista cuja condução deixa muito a desejar, faz a meio do percurso uma freada daquelas que fez voar quem estava dentro do mesmo. Depois em vez de socorrer quem ficou ferido, duas crianças, seguiu viagem como se nada tivesse acontecido.

Quando cheguei ao meu destino, eu própria acionei o socorro. O resultado foi efetivamente participação à PSP, uma ida ao hospital e a apresentação de uma queixa no Livro de Reclamações que continua sem qualquer resposta. Tive no dia seguinte a confirmação pela PSP que o motorista incorreu em matéria criminal pois negou auxílio a pessoa necessitada, o que constitui crime em Portugal.
Que bom seria, se aprendêssemos com os animais, os tais que estão num patamar abaixo de nós, os tais que não são racionais, conceitos como a lealdade, a solidariedade, a proteção e o Amor.

Que bom seria que a ontogénese ao recapitular a filogénese, ficasse em Estágio num desses patamares para que nunca esquecesse o que é de fato importante para nós seres humanos os tais que estão no topo de evolução…

Sem comentários!

(Obs.: Fizemos adaptação, onde foi possível, da linguagem do português de Portugal para o do Brasil)

Fonte: Blog PEDAÇOS D’ALMA

Turista ou peregrino?

Viver a vida como turista

É vê-la por cima, de avião – muitas vezes,

depressa, a correr,

Sem tempo para parar

Porque a todo lado se quer chegar.

Viver a vida como peregrino

É vê-la bem de perto,

Lado a lado,

Com tempo para apreciar,

contemplar,

Parando e vendo,

Sentindo os passos,

Caminhando,

Palpando o pulso,

Beijando o aroma,

Sentindo o cheiro…

Peregrino ou Turista?

Um pouco dos dois

Mas prefiro o primeiro.

Sou eterno caminhante

Ou, porque não dizê-lo,

Eterno caminheiro!

 

Pe. José Antonio Carneiro

Casa de S. Paulo. Cortegaça.

Retiro para Ordenação Sacerdotal

Fonte: Blog Amor de Deus

Pega Jesusssss!

Numa madrugada qualquer, um ladrão entra pelos fundos de uma casa e começa, em silêncio, a arrombar a porta…Logo no início, escuta uma voz sussurrando:

– Jesus tá te olhando!

O ladrão se assusta, olha para os lados (na penumbra), mas não vê nada..


Segue tentando arrombar a porta e escuta novamente a voz:

– Jesus tá te olhando!

Meio incrédulo, mas com a certeza de ter escutado a frase, olha novamente ao seu redor e nada…

Quando reinicia sua “tarefa”, ouve novamente a voz:

– Jesus tá te olhando!

Dessa vez, ele percebe de onde vem a voz e acende a lanterna, iluminando um canto da área de serviço…

Nisso, ele vê um papagaio na gaiola e já aliviado, pergunta:

– Ah… é você o Jesus?

E o papagaio responde:

– Não. Eu sou o Judas.

– Judas??? E quem é o louco que bota o nome de Judas em um papagaio?

– O mesmo que botou o nome de Jesus no Pitbull.

– PEGA…… JESUSSSSSSSSSSSS!

No frigir dos ovos!


Você sabe o que quer dizer a expressão “no frigir dos ovos”?

Ovos fritos

Pergunta:

Alguém sabe me explicar, num português claro e direto, sem figuras de linguagem, o que quer dizer a expressão “no frigir dos ovos”?

RESPOSTA :

Quando comecei, pensava que escrever sobre comida seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo, dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos. Como rapadura é doce, mas não é mole, nem sempre você tem ideias e, pra descascar esse abacaxi, só metendo a mão na massa.  

E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo às favas. Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo.  

Contudo é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher linguiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos.  

Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e vai com muita sede ao pote. Mas, como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha, são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão.  

Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo nas mãos, eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese… etc.). Achando que beleza não põe mesa, pisam o tomate, enfiam o pé na jaca, e, no fim, quem paga o pato é o leitor, que sai com cara de quem comeu e não gostou.   O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê não é tudo farinha do mesmo saco.

Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de comer com os olhos, literalmente.   Por seu lado, se você tiver os olhos maiores que a barriga, o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha, não. O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma banana. Afinal, pimenta nos olhos dos outros é refresco…  

A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca e, depois, quando se junta a fome com a vontade de comer, as coisas mudam da água pro vinho.  

Se embananar, de vez em quando, é normal, o importante é não desistir mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha, que, no frigir dos ovos, a conversa chega à cozinha e fica de se comer rezando. Daí, com água na boca, é só saborear porque o que não mata engorda.  


Nota do site: As fontes consultadas dizem apenas que esta pérola é do “Do meu encanto, em Guaraci Neves”. Ou que seu autor é Guaraci Neves. Assim, como ainda não entendi o que quer dizer “no frigir dos ovos”, também não entendi se Guaraci Neves é realmente o nome do autor ou de uma cidade ou de um lugar, ou talvez seja apenas um trocadilho. Na mitologia tupi-guarani, Guaraci é uma divindade representada pela Sol. Então seria “Sol das Neves”??? … 

Por que sou Cristão -Católico?

Há alguns dias um amigo me perguntou:
– Porque você é católico?
Fazendo-me de desentendido, pois tinha entendido bem a pergunta e o motivo de ter sido feita (esse amigo se diz ateu), retruquei:
– Ora, por que creio na existência de Deus.


Mas ele não ficou contente:
– Você parece ser uma pessoa inteligente e razoavelmente culta. E me diz que acredita em Deus? Ora, Deus não existe, é apenas uma personagem que as religiões usam para enganar os incautos. A ciência já provou que o mundo é obra do acaso, que o homem e todos os animais que existem surgiram da formação casual de moléculas marítimas que formaram seres vivos unicelulares e que avançaram para a terra e se desenvolveram nas várias espécies através da busca pela sobrevivência.


– É mesmo assim que você pensa? perguntei
– Sim, respondeu ele, e completou: Eu acredito na ciência!
– Bem, disse eu, você acaba de se desmentir! Você me contesta porque disse que tenho fé em Deus e afirma que é ateu; no entanto, você acaba de confessar que tem fé na ciência. Logo, você não é ateu, pois você tem fé!
Ele ficou me olhando, meio com cara de bobo, depois disse:
– Tá, mas a ciência não é Deus. A ciência é obra de homens inteligentes!

– Concordo que a ciência não é o Deus no qual eu acredito, mas é um deusinho que você criou e no qual acredita, ou melhor, no qual tem fé!

– Mas deixa eu lhe dizer uma coisa, continuei. O que você diz que a ciência provou, na verdade, não passa de uma mera teoria, como milhares de outras que já surgiram e não sobreviveram. A ciência não provou que o mundo é obra do acaso, ela levantou esta hipótese que, de momento, é a que vige e, assim mesmo, com muitas variações.

– E isso tanto é verdade que, por mais que tenham tentando, nenhum cientista conseguiu reproduzir o início da vida de forma espontânea. E nem seria espontânea, pois todos os experimentos realizados tiveram a mão humana para suas tentativas de sucesso. 

– E veja bem, ainda que tivessem provado a tese da geração casual da vida, isto não provaria que Deus não existe!

Aí ele se encheu de razão – Ora, o que você acaba de dizer é uma incoerência! Se você diz que acredita em Deus e que Ele é o criador da vida, se a vida nasceu de forma casual como você acaba de admitir, não foi obra de Deus!

– Meu amigo, eu não admiti nada, apenas disse que “se a ciência tivesse conseguido provar a tese da geração casual ou espontânea”, (o que ela não fez ainda e nem acredito que vai conseguir), isso não provaria a inexistência de Deus. 

– E mais, qualquer hipótese científica, por mais elaborada que possa ser, sempre vai exigir um antes.  

– Como assim? perguntou ele.

Pensei com meus botões “haja paciência”, mas respondi.

– Bom, para que a vida começasse pela geração espontânea, que nem seria o nome correto, pois nada existiria para gerar, a não ser, segundo esta tese, a terra e o mar, isto significa que o mundo estaria criado. E você certamente me responderia – mas tudo começou com Big Bang! Legal, mas o que é o Big Bang? Segundo a sua teoria cosmológica, o termo se refere a universo muito quente e muito denso que, há pouco mais de 13 milhões de anos começou a se resfriar e expandir e, com o tempo, esta expansão resultou na criação das galáxias, das estrela e dos planetas, entre os quais, um muito pequeno, mas que foi capaz de gerar a vida. Este planeta é a nossa Terra.  

– Volto a repetir: admitindo-se que tudo isso teria ocorrido, eu perguntaria: Como surgiu aquele universo quente e denso que gerou o Big Bang? Para me responder, você vai precisar de outra teoria. Qual é ela? Você certamente me responderá novamente: o acaso!

– E aí a gente entraria no circulo vicioso, pois ainda que fosse o acaso, teria que haver alguma coisa antes dele, pois o universo não poderia surgir do nada, já que você não admite a existência de um ser superior que poderia criá-lo. Você pode até achar outro teoria que tente explicar o surgimento do universo, mas nós vamos chegar sempre ao ponto que teve que surgir de alguma coisa, pois a ciência não admite que se crie algo do nada. 

– Este é um dos motivos pelo qual creio em Deus, pois para mim, a única forma de algo existir do nada, é somente pelas mãos de Deus. E antes que você me refute novamente, deixe me explicar que digo “mãos de Deus” no sentido figurado e por força de expressão, decorrente de minha limitação no conhecimento de Deus. Não sei como Ele é, se tem forma física ou espiritual, mas, na minha ignorância creio que seja espiritual, isto é, provavelmente Deus não tem forma física, tal qual a entendemos. 

– Por outro lado, meu amigo, quando observo o mundo, a natureza, os seres vivos, e tudo que há no mundo, a perfeição com que tudo isso interage, não posso conceber que o acaso tenha conseguido tamanha perfeição. O mais interessante é que a destruição que hoje se observa no mundo não foi obra nem de Deus e nem do acaso, mas sim do homem, através do conhecimento científico que você tanto defende. E aí, diante de suas afirmações, eu me permito pensar que se o diabo existe, ele certamente será um cientista.

– Ah, você já está apelando, retrucou.

– Não, de forma nenhuma. Eu não estou afirmando que o diabo existe e nem que ele seja algum cientista, só estou dizendo que, pela sua tese, eu até poderia pensar isso. Aliás, deixe-me lhe dizer que a ciência, quando direcionada para o bem estar da humanidade, merece todo respeito; mas, quando direcionada para a destruição de qualquer componente da natureza, merece todo desprezo. E, atualmente, boa parte da produção científica é direcionada para meios destrutivos.

– Tá legal, comentou meu amigo, vou respeitar sua opinião e estou vendo que não vou convencê-lo a mudar, mas você ainda não me respondeu porque você é católico, quando existem tantas outras religiões, aliás, algumas com maior ênfase na defesa da natureza. E todas elas acreditam em algum deus.

– De fato, você tem razão. Existem muitas religiões. Mas, para começar, nasci num lar católico e fui criado nessa religião. E confesso que em certa época de minha vida, me fiz vários questionamentos sobre minha crença e até me perguntei porque ser católico. Foi a partir disso que comecei a estudar outras religiões, a buscar conhecer suas crenças, seus deuses, suas filosofias. E sabe o que descobri? Que nenhuma delas tinham fundamentos melhores que a religião cristã católica. Que nenhuma delas tinham um entendimento melhor sobre Deus. Mesmo o judaísmo, da qual se originou o cristianismo, não conseguiu desenvolver um entendimento sobre Deus que pudesse me convencer. 

– E quando se fala em cristianismo, falamos de Jesus Cristo. Ora, em toda a história da humanidade, não existe outro personagem tão marcante quanto Ele. Não existiu ninguém tão humano sobre quem se poderia dizer que era mais que humano. Era tão humano em seus atributos que chegava a ser divino, pois só a divindade poderia exibir tais atributos. E é d’Ele que nasce o cristianismo, que nasce o catolicismo. Seus ensinamentos e sua doutrina permanecem como a melhor luz, ou melhor, a única luz para que a humanidade alcance a felicidade e a plenitude de vida. Quando isso vai acontecer é para nós um mistério, não o sabemos, mas temos a certeza que chegaremos a isso. É nisso que nós acreditamos, é isso que nós buscamos, para isso é que lutamos.

– É, você não tem jeito mesmo, respondeu meu amigo. Desisto.

– Lamento que você tenha desistido, respondi, mas eu não vou desistir de você. Por mais que você diga não acreditar em Deus, eu tenho certeza que lá no fundo de seu coração existe uma centelha divina, até porque a vida é divina. Qualquer hora vamos continuar nossa conversa.

– Legal, agora quer me converter? Não, tô fora. Até mais!

– Até mais, meu amigo. Que Deus o acompanhe!

E lá se foi ele. Ainda teima em ser ateu, mas eu sei que um dia ele vai deixar de ser cabeça dura. Um dia ele vai me procurar… para saber mais sobre Deus.     

Um hobby como fonte de renda.

Um hobby pode se transformar em fonte de renda?

Primeiro, vamos saber o que significa “hobby”.

Hobby é uma palavra inglesa adotada pela língua portuguesa e significa passatempo, isto é, uma atividade que é praticada por prazer, geralmente nos tempos livres.

Portanto, hobby não é uma ocupação, não é uma profissão, sendo praticado com o objetivo de relaxamento do praticante.Por se tratar de um passatempo, a prática de um hobby , via de regra, não implica obtenção de renda. No entanto, a prática de um hobby pode se transformar em substancial fonte de renda para muitas pessoas. Alguns exemplos ilustram isso:

Casinha de boneca.

Um amigo, que gostava de fazer objetos de madeira, ao confeccionar uma casinha de bonecas para sua neta, chamou a atenção de vizinhos que tinham filhas e acabaram encomendando a confecção de algumas peças. Então ele descobriu naquele hobby uma bela fonte alternativa de renda.

Outro amigo tinha como passatempo de fim de semana a pescaria em pesqueiros. Sua paixão era a pesca de tilápia. Mas quem é pescador sabe que esse peixe é muito manhoso e, às vezes, se frusta ao voltar para a casa sem nenhuma fisgada. Então esse amigo desenvolveu um dispositivo simples para instalar na ponta da vara de pesca, que facilitava enormemente suas fisgadas. O dispositivo ficou tão popular, que ele resolveu fabricar vários deles para vender. E acabou, sem querer, descobrindo uma nova fonte renda.

Muitas pessoas, principalmente as mulheres, sentem enorme prazer em decorar peças pequenas de MDF e acabam fazendo dessa atividade uma bela fonte de renda, vendendo suas criações. Outras se dedicam ao crochê e aos bordados, outra, aos sabonetes artesanais, outras ainda à culinária. O elenco de atividades é infinito. A grande vantagem é: ganhar dinheiro fazendo o que gosta!

É disso que vamos tratar na seção HOBBIES. Na medida do possível, indicando vídeos, matérias e cursos que possam ajudar as pessoas a escolherem atividades que lhe tragam prazer e que possam, ao mesmo tempo, se transformarem em belas fontes de rendas alternativas. E quiça, acabem se transformando em fontes de rendas exclusivas.

Grande abraço!